Relato de empresário que perdeu cerca de R$ 3 milhões com apostas expõe riscos financeiros, familiares e emocionais ligados ao jogo compulsivo.
O avanço das apostas on-line no Brasil tem ampliado o alerta sobre os impactos da ludopatia, transtorno relacionado ao comportamento compulsivo de apostar. O relato de um empresário que afirma ter perdido cerca de R$ 3 milhões em plataformas de apostas expõe como o problema pode comprometer finanças, relações familiares, saúde mental e rotina profissional.
Segundo o relato, o empresário começou a apostar em jogos de pôquer e, posteriormente, migrou para as bets esportivas. Com o celular sempre à mão, passou a apostar em diferentes horários e lugares, o que aumentou a frequência do comportamento compulsivo.
Ao longo dos anos, as perdas financeiras se acumularam. O empresário afirma que chegou a contrair dívidas, recorrer a empréstimos, esconder celulares, criar contas bancárias e manipular situações familiares para continuar apostando. Em quase cinco anos, os prejuízos teriam chegado a R$ 3 milhões.
O caso mostra um problema que vai além da perda de dinheiro. A compulsão por apostas pode provocar isolamento, mentiras recorrentes, conflitos familiares, endividamento, ansiedade, depressão e risco de agravamento emocional. Em situações extremas, a pessoa pode apresentar pensamentos de autolesão ou suicídio.
Após uma crise grave, o empresário buscou ajuda em grupo de apoio, acompanhamento psiquiátrico e atendimento psicológico. Ele afirma estar há mais de dez meses sem apostar e relata reconstrução gradual da confiança familiar, retomada da rotina profissional e melhora na convivência com a esposa e os filhos.
O Ministério da Saúde trata os problemas relacionados a jogos de apostas como questão de saúde pública. Em 2026, a pasta lançou um guia nacional para orientar o acolhimento, o acompanhamento e o tratamento de pessoas afetadas pelo jogo compulsivo na rede pública.
Entre os sinais de alerta estão apostar valores cada vez maiores, tentar recuperar perdas com novas apostas, esconder o comportamento da família, mentir sobre gastos, pedir dinheiro emprestado para jogar, comprometer contas básicas e não conseguir parar mesmo diante de prejuízos.
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda também mantém orientações sobre jogo responsável e mecanismos de autoexclusão, ferramenta que permite ao cidadão restringir o próprio acesso a casas de apostas autorizadas como forma de prevenção a danos financeiros e à saúde.
Especialistas alertam que o jogo compulsivo deve ser tratado com seriedade e sem julgamento moral. A orientação é buscar apoio profissional, conversar com pessoas de confiança, bloquear o acesso a plataformas de apostas e evitar qualquer tentativa de resolver dívidas apostando novamente.
Para famílias, o principal cuidado é observar mudanças bruscas de comportamento, sumiço de dinheiro, uso excessivo do celular, irritabilidade, isolamento, mentiras recorrentes e aumento de dívidas. A abordagem deve priorizar acolhimento, proteção financeira e encaminhamento para tratamento.
Serviço ao leitor:
Pessoas com dificuldade de controlar apostas devem procurar uma Unidade Básica de Saúde, um CAPS ou atendimento psicológico e psiquiátrico. Em crise emocional ou risco de suicídio, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
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Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional | Jornalista | Diretor Editorial Editor-Executivo-Regional da HostingPress Agência de Notícias de São Paulo, com atuação voltada à coordenação editorial regional, articulação com veículos parceiros e fortalecimento da distribuição de conteúdo jornalístico no Estado de São Paulo. Editor-chefe do Jornal Impacto Cotia, com foco em jornalismo investigativo, interesse público e análise crítica de temas políticos, sociais e institucionais.

