Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o município fechou o semestre com saldo negativo de 98 vagas.
O mercado de trabalho formal de Espinosa apresentou retração nos seis primeiros meses de 2026. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o município fechou o semestre com saldo negativo de 98 vagas, resultado de 473 admissões e 571 desligamentos.

O desempenho contrasta com os resultados registrados em Minas Gerais e no Brasil, que encerraram o mês de junho com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada.
Entre os setores da economia de Espinosa, apenas o setor de Serviços apresentou resultado positivo no período. Foram 111 admissões e 88 desligamentos, gerando um saldo de 23 novos postos de trabalho.
Indústria lidera perdas

Os demais segmentos fecharam o semestre com mais demissões do que contratações. A Indústria, principal empregadora do município, registrou o pior desempenho, com 173 admissões e 263 desligamentos, acumulando saldo negativo de 90 vagas.
O Comércio também apresentou retração, contabilizando 165 contratações e 183 desligamentos, o que resultou na perda de 18 empregos formais.
Já a Construção Civil registrou 23 admissões e 35 desligamentos, encerrando o semestre com saldo negativo de 12 vagas.

Os dados do Novo Caged indicam que o resultado negativo de Espinosa foi impulsionado, principalmente, pelas perdas nos setores de Indústria e Comércio, enquanto o desempenho positivo do setor de Serviços contribuiu para reduzir parcialmente o impacto da retração no mercado de trabalho formal do município.
MINAS GERAIS MANTÉM GERAÇÃO DE EMPREGOS, MAS EM RITMO MENOR
Enquanto Espinosa perdeu postos de trabalho, Minas Gerais criou 20.805 empregos com carteira assinada em junho, segundo o Novo Caged. Apesar do saldo positivo, o resultado ficou abaixo das quase 24 mil vagas abertas no mesmo mês de 2025, indicando redução no ritmo das contratações.
Com o desempenho de junho, o estado encerrou o primeiro semestre com aproximadamente 109 mil novos empregos formais, número 27% inferior ao registrado entre janeiro e junho do ano passado, quando foram criadas 149,2 mil vagas.
BRASIL CRIA 145 MIL NOVOS EMPREGOS FORMAIS
No cenário nacional, o Brasil encerrou junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, resultado de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos.
Embora os indicadores estadual e nacional permaneçam positivos, os números de junho mostram que Espinosa viveu um cenário distinto, encerrando o mês e o semestre com mais demissões do que admissões.

